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Programas Sociais - Construção quer crescer 9% no País em 2010

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O setor da construção civil no Ceará, deve crescer em torno de 6% ao ano e ficar acima da média brasileira. Os programas sociais não serão a base do incremento.

Este ano, as estimativas favoráveis do setor no Ceará estarão calcadas nas obras públicas e não no MCMV

Brasília/Fortaleza O setor da construção civil, um dos que mais empregam no país, deve registrar um crescimento de 9% neste ano puxado pelas obras do Programa Minha Casa, Minha Vida e pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A previsão é do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão. Essa forte expansão deve contribuir para que o PIB dê um salto de 6% neste ano.

No Ceará, a expectativa de incremento no setor não é tão otimista, se for baseado nesses dois programas. Para Roberto Sérgio, presidente do Sinduscon (Sindicato da Construção Civil do Ceará), "o avanço no Estado deve girar em torno de 6% - o que já é um bom resultado -, mas em cima de obras públicas e outras incorporações tradicionais". "Se depender do MCMV, o setor vai crescer muito próximo a zero. Lamentavelmente, o programa não está fazendo sucesso aqui", afirma.

Com relação ao PAC, Sérgio citou as três obras do programa no Ceará: Metrofor, Transnordestina e ampliação do Porto do Pecém. "O metrô está bem acelerado, até por conta de compromisso do governo estadual de até setembro rodar o primeiro trecho; a ferrovia está muito lenta", explica.

"O percentual de 9%, é muito otimismo - é o dobro da expectativa do crescimento do Brasil. Até acredito que consigamos resultados acima da média País", pontua Roberto Sérgio.

Apesar das estimativas favoráveis para este ano, Safady afirmou que, com base nos números divulgados até o momento pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor deverá fechar 2009 com uma retração entre 3% e 4%. O que para ele não faz sentido.

Na quarta-feira, em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Safady sugeriu uma revisão da metodologia do IBGE. Isso porque, na avaliação dele, o instituto não considera em seus cálculos o valor adicionado de cada produto.

Para sustentar essa disparada do setor a partir de 2010, já está sendo alinhado com o governo a segunda etapa do Minha Casa e do PAC.

 

Veículo: Diário do Nordeste
Cidade: Fortaleza
Editoria: Negócios
Data: 08/03/10  Pág.8  108cm/col. Tipo de mídia: Portal
 

 

 

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